Desabafo de uma pernambucana

1 fev

Demorei bastante para escrever esse “post” porque tive uma enorme dificuldade em organizar meus pensamentos e impressões na cabeça de forma a expressar tudo o que vivenciei durante minha última visita ao Brasil no final do ano passado. Nunca sai de uma viagem tão perturbada, tão mexida. Foram 25 dias intensos e infinitas experiências. Um turbilhão de emoções que trouxeram alegria, tristeza, revolta, riso, choro e compaixão. Muita coisa que me deixou feliz e muita coisa que me deixou inquieta, buliu mesmo com a alma.

Recife está crescendo numa velocidade assustadora. A cidade virou um canteiro de obras! (Deus queira que todos os projeto sejam concluídos e que reste um pouco de verde e de mangue pra contar a historia!). O trânsito está pela hora da morte, sem exageros. É muito carro, muita gente, muito turista, e pouco, pouquíssimo planejamento. Tanto o setor público quanto o privado não estão preparados para lidar com o crescimento da cidade e muito menos com o crescimento do turismo. Faltam hotéis, vôos, infra-estrutura, capacitação, pessoal qualificado, plano de negócios e acima de tudo iniciativa.

Longe de mim fazer propaganda negativa da minha cidade. Sou Recifense roxa, amo minha terra e meu país e torço para que cresçamos fortes, mas isso não significa que devo fechar os olhos a tudo. A observação, o relato e, muitas vezes, a critica fazem parte do crescimento e acima de tudo fazem parte do jornalismo.

Ficamos hospedados em três dos melhores hotéis na orla de Boa Viagem e nenhum ofereceu serviço e hospedagens dignos do preço que cobram (diária mínima de R$350 + impostos e taxas). Mesmo assim os hotéis estiveram quase sempre lotados e nos tivemos dificuldades em fazer reservas. Quartos sujos, hotéis sem manutenção, funcionários que não sabe lidar com o turista, não conhecem o setor, a cidade, e não sabem contornar problemas e imprevistos. E, como atualmente, a procura é bem maior que a oferta, o setor não se esforça em melhorar. O que faz com que tudo isso seja perdoado é que Recife tem a sorte de ser mesmo um lugar abençoado por Deus. E existem poucos lugares tão maravilhosos no mundo com Pernambuco.

No famoso litoral Sul a situação é a mesma. Em Maracaípe, a pousada onde costumamos nos hospedar há 4 anos cobrou diária de R$550 por um chalé com o ar condicionado quebrado! Gente era uma pousada, não era hotel não! Alguns pedidos de desculpas e seis dias depois um técnico finalmente veio consertar o bendito ar. Seis dias para conseguir alguém para consertar o ar!

Andrea recolhendo o lixo da praia em Porto de Pedras - AL

Em Maracaípe foram vários os absurdos. Fica difícil enumerar todos. Bugueiros dirigindo livremente na beira da água, tirando fino na criançada que brincava na areia. Encontramos muito lixo em toda a orla de Porto a Maracaípe, especialmente nos fins de semana, quando o movimento é maior. Eu conversei com vários nativos e com o pessoal que faz a limpeza da praia e fiquei chocada em saber que são somente 2 funcionários os responsáveis por toda a orla de Porto a Maracaípe.  E que eles só passam uma vez por dia (a maré sobe e desce 4 vezes ao dia), e que por conta o difícil acesso, o caminhão de lixo não vai até o Pontal, que, conseqüentemente, fica imundo. Encontramos na praia fraldas descartável, garrafas de água sanitária, camisinha, lata de cerveja, etc.

O lixo e a falta de educação ambiental são realmente alguns dos maiores problemas que observamos nesta viagem ao Nordeste. Em Recife e em Jaboatão faltam lixeiras no transporte público. Vimos várias vezes passageiros jogando lixo pela janela.

Em Porto de Pedras, Alagoas (o famoso santuário do peixe boi), vimos uma tartaruga morta na beira mar engasgada com um saco plástico. Uma tristeza. No mesmo lugar, conversamos com pescadores que confessaram “odiar” os peixes-boi que circulam livremente por ali porque “eles se engancham na rede e atrapalham a pescaria.” Um pescador chegou a dizer que vários deles fazem “malvadezas” com os peixes-boi porque tem raiva dos bichos. Santa ignorância. Não sabem eles que a cidadezinha tem mais a ganhar com os peixes-bois e tartarugas vivos, que mortos. A situação do lixo ali é ainda pior. Não existe uma equipe de limpeza de praia por tratar-se de uma praia deserta, com apenas poucas casas e pousadas, mas de uma riqueza de fauna e flora inumerável. Os próprios pescadores disseram que a prefeitura não vai ali fazer limpeza ha mais de um ano.

Ainda no quesito meio ambiente, vamos falar de Suape. Gente do céu, o que esta acontecendo em Suape? Eu não consigo dormir pensando para onde vão os detritos de todas aquelas indústrias. Fiquei sabendo um grupo de turistas americanos que foi levado até Muro Alto por um bugueiro e que ficaram boquiabertos com a infeliz “vista” para Suape. Eles tiveram receio em nadar ali com medo de que a água estivesse poluídas pelos detritos das indústrias.

Não me levem a mal, não sou contra o progresso. Sei que Suape traz muita coisa boa para Pernambuco, como a geração de novos postos de trabalho e de oportunidades. O progresso é bom para o Estado, mas que Pernambuco está pagando um preço alto pelo seu progresso. E no caso de Suape, quem vai pagar o pato mais uma vez será o meio ambiente. Eu me pergunto o que será que tem escrito  no estudo de impacto ambiental (EIA) dessas indústrias? Outra coisa que me inquieta é que vemos muitas reportagens de tom “positivo” e de “oba-oba” na cobertura de Suape e do progresso em geral em PE e pouquíssimas matérias que abordam a questão dos impactos ambientais e sociais, como o aumento da prostituição na área, trazidos pelas obras e indústrias. Soube que a Professora Isaltina Gomes da UFPE deu início a uma pesquisa sobre o assunto. Espero, sinceramente, que outras pesquisas sejam feitas, que as autoridades dem mais importância ao problema, que a imprensa de mais espaço e que cada um faça a sua parte sem esperar pelos outros ou pelo governo.

Respeitar o meio ambiente, só nos traz benefícios. Ganhamos mais turismo, ou seja mais dinheiro, mais qualidade de vida, mais saúde e mais bem-estar.

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Projeto Arena Pernambuco representa o Brasil em Los Angeles

28 out

Confira a entrevista que fiz com Marcos Lessa, o diretor presidente do Consórcio Arena Pernambuco, especial para o blog do torcedor sobre o interesse do mercado internacional no Brasil e especialmente no Estado de Pernambuco. Também conversamos sobre a Copa das Confederações e as negociações do projeto Arena com os clubes de Pernambuco.

Assista aos videos

Marcos esteve em Los Angeles para participar do ULI Live, o maior evento imobiliário internacional. Pernambuco foi o unico representante do Brasil.

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Paparazzi craze

16 out

Oi gente, post bem curtinho hoje, ok?

Hoje, pela primeira vez, resolvemos visitar um Pumpkin Patch (um parquinho de Halloween para crianças, coisa típica americana) aqui pertinho de casa em West Hollywood, e olha a multidão de paparazzi que encontramos. Fiquei de cara! Tudo para fotografar a modelo brasileira Alessandra Ambrósio, que faz o maior sucesso aqui como uma das Angels da Victoria Secrets.Ela foi parque com a filhinha Anja de 3 anos e o marido. Eles pareciam nao se importar com o assédio dos fotógrafos, que pelas regras rígidas da cidade, tem que ficar do lado de fora do parquinho. Simpática, ela ainda acenou para eles na saída do parque. Achei o máximo! Todo mundo bem organizado atrás da barreirinha (bem baixinha por sinal). Ninguém pulou, ninguém invadiu, ninguém gritou. Ai se fosse no Brasil… Se fosse no Brasil era mais divertido, né?

Paparazzi em West Hollywood

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Carnaval na Califórnia

14 out


Como boa Pernambucana confesso que sempre tive um pezinho atrás com o Axé. Música baiana para mim, só no Carnaval. Mas, após assistir ao show “Canibália:Ritmos do Brasil” de Daniela Mercury, quinta-feira no Greek Theater, em Los Angeles, mudei de idéia.

Fiquei cara a cara com a baiana, bem na fila do gargarejo. Eu estava tão animada, que ela até me chamou pra dançar no palco, mas quando viu que eu usava um vestido, achou melhor chamar uma outra menina que usava calça jeans. Fiquei arrasada! Lição numero 1: nunca vá ao um show dançante de vestidinho.

Lição numero 2: esteja sempre aberto ao novo. Daniela não precisa provar nada para ninguém. Ela é a artista brasileira do seu tempo mais reconhecida aqui no exterior. Mas para mim, ela provou que é mais arretada que muita pernambucana.

Daniela provou mais do que isso, provou que além de ser extremamente talentosa, tem conteúdo.

Quando Daniela surgiu no palco, o público (composto na maioria por brasileiros e latinos) foi ao delírio. Daniela estava linda. Era o retrato da típica baiana. Pele bronzeada, descalça, ela trazia os cabelos soltos e volumosos, um vestido branco longo, bem baiano cheio de babados, bicos e bordados e muitas, muitas pulseiras coloridas nos braços, que completavam o look no melhor estilo Carmem Miranda do século XXI.

Daniela cantou sucessos novos e antigos Entre eles, Canto da Cidade, Pérola Negra, Rapunzel e Sol do Sul, que ela explicou ter composto em Londres num momento de nostalgia. Daniela fez homenagens a Elis Regina e Tom Jobim, entre outros artistas consagrados. Graças à tecnologia, fez um dueto eletrônico com Carmem Miranda (O Que é Que a Baiana Tem) e cantou clássicos da música brasileira, como o Samba da Bênção, que abriu o show, e Águas de Março, já no finalzinho.

Daniela mostrou não só ser uma autêntica representante dos ritmos brasileiros, mas uma amante do Brasil e da nossa cultura. Simpática, ela falou ao público em inglês, português e espanhol, e fez graça do seu sotaque baiano. Declarou seu amor ao Brasil, e disse que tem orgulho de ser brasileira: “Nós somos um povo diferente, celebramos a vida de uma forma diferente.” Ela até cantou um pedacinho do hino nacional, acreditam? Eu fiquei com lágrimas no olhos. Morar fora deixa a gente tão sentimental…

Daniela Mercury no Greek Theater

De volta ao que interessa. Canibália é uma alusão ao Manifesto Antropófago de 1928 do poeta modernista Oswald de Andrade. Um título ambicioso, mas Daniela não deixa a desejar.Ela devora o que vê pela frente, abraça o coletivismo e reinventa o carnaval. As raízes do candomblé e da cultura afro-brasileira estão presentes nas coreografias, no figurino e na batida da música que se mistura à música eletrônica, jazz, funk, reggae, salsa, merengue, samba e samba-reggae.

Portanto se o furacão baiano, Daniela Mercury, passar por uma cidade perto de você, não pense duas vezes, compre o ingresso e vá ser feliz!

Daniela estará em turnê em San Diego dia 15 de outubro e em Toronto dia 20 de outubro.

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Moda praia de parar o trânsito!

28 out

Descobri uma marca maravilhosa de biquinis chamada VIX. A designer é a brasileira Paula Hermanny do ES que estudou aqui nos Estados Unidos, em San Diego. Ela vende aqui nas Americas e aí no Brasil. São vários os pontos de venda. Em Recife, pode-se encontrar Vix na Dona Santa e na Sianinha.

A fábrica fica em Fibrurgo no RJ. Mas você também pode comprar online. A marca que já faz sucesso aqui há pelo menos 6 anos, só começou a ser vendida no Brasil em agosto.

Aqui nos Estados Unidos o que não falta é revendedor, de Sacks 5th Ave à Bloomingdales, quase toda loja que se preze e que vende moda praia carrega a marca, que é queridinha de celebridades como Jessica Alba, Sienna Miller e Lindsay Lohan.

Espero que gostem! Eu achei lindo!

Meu preferido é esse turquesa à venda exclusivamnte online! Babei! Que corte lindo! E essa cor valoriza qualquer tom de pele, com certeza!

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“Brazil meets Hollywood” in a little embroidered dress

24 out

Pára tudo!!!!!

Gente do céu tô apaixinada por esse vestido que a Kate Hudson usou para estampar a capa da ELLE de Novembro. Que coisa linda!!! AMEI!!!!!!

É um Marc Jacobs, coleção Resort 2011! Achei uma coisa assim super “Brazil meets Holywood!” Quem em dera que tivesse desse pra grávida!

Pra quem tá interessada, essa é a referência do vestido: “Marc Jacobs Resort 2011 Floral Embroidery Capsleeve Dress in lemon and blush.”

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The girl can cook!

23 out

Todo mundo que me conhece sabe que numa cozinha eu sou um desastre. Dizem as más línguas que foi por isso que me casei com um Chef de Cozinha!

Mas, como diz o velho ditado, nunca é tarde para começar, não é? Estou aprendendo uns pratos básicos, pra sobrevivência mesmo e decidi começar pelo bom e velho bolo branco.

Tenho uma saudade de bolo brasileiro. Aqui os bolos americanos são muito diferentes daqueles que a gente faz no Brasil, soltinhos, levinhos e fofinhos. O pessoal aqui gosta de bolo pesado, cheio de manteiga e glacê, ECA!

Aí vai a receita, pode fazer que é batata!!! Uma delícia e me digam se deu certo, please! Eu já fiz essa receita 4 vezes e sempre deu certo, é só seguir direitinho.

BOLO BRANCO BEM FOFINHO

Ingredientes:

  • 200 g de manteiga ou margarina (eu prefiro manteiga)
  • 02 xícaras (chá) de açúcar refinado
  • 04 ovos
  • 03 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 01 xícara (chá) de leite normal ou 02 xícaras de leite de cocô
  • 02 colheres (chá) de fermento químico em pó
  • côco ralado (fresco ou desidratado) a gosto
  • amendoas em lasca a gosto

Modo de preparo:
O primeiro passo é separar todos os ingredientes e colocá-los na bancada de trabalho. Todos eles devem estar na temperatura ambiente. Peneire a farinha junto com o fermento. Isso é importante para garantir mais leveza ao bolo.

Separe as claras das gemas. Na tigela da batedeira coloque a manteiga, as gemas e o açúcar. Bata até obter um creme clarinho. Eu costumo deixar bater bastante. Por uns 10 minutos. Se for bater a mão, use uma colher grande e bata por uns 20 minutos. Despeje esse creme em uma tigela maior. Vá alternando o leite e a farinha mexendo delicadamente até a massa ficar bem homogênea. Adicione o côco e as amendoas à massa. Não bata muito nessa estapa. Apenas misture.

Adicione as claras batidas em neve fazendo movimentos circulares de baixo pra cima, envolvendo toda a clara na massa. Vá girando a tigela. Despeje a massa em assadeira untada e polvilhada. Forno pré-aquecido a 220° C por 10 minutos. Depois baixe pra 180° C. Quando o bolo dourar por cima, verifique se já está pronto usando um palito. Se sair limpo então já está assado.

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